Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba

::. Notícias                                                                                                   02/09/09 

  • MEDICINA ALTERNATIVA PELO SUS

    Homeopatia é uma das 11 especialidades médicas do Arlinda Marques, que atende 5 mil crianças por mês


  • Com 11 especialidades médicas, o ambulatório do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, em João Pessoa, atende, mais de 5 mil crianças e adolescentes,  de 0 a 16 anos de idade, a cada mês. Entre as especialidades oferecidas está a homeopatia, que é reconhecida pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Federal de Medicina, mas ainda é pouco utilizada pela população. “A gente não trata a doença, mas a pessoa. O objetivo da homeopatia é a cura completa”, explicou a homeopata Berenice Ramos, que atende no ambulatório do Arlinda.

    Ela explicou que a homeopatia se baseia no conhecimento das características físicas e psíquicas dos pacientes para chegar a um diagnóstico e saber qual o melhor tipo de tratamento. “O resultado do tratamento depende da história do paciente. Por isso, fazemos uma entrevista demorada, na primeira consulta, para que possamos ir descobrindo as causas que o levaram a se queixar dos sintomas”, explicou.

    A médica explica que as crianças respondem mais rápido e de forma mais eficaz ao tratamento e recomenda que o acompanhamento médico tenha inicio desde o nascimento. “As crianças levam vantagem em relação aos adultos pelo fato de terem ingerido menos remédios alopáticos e de não terem tantas interferências psíquicas. Não é necessário esperar o surgimento de alguma doença ou sintoma para procurar o atendimento. O ideal é que a criança seja tratada desde o nascimento”, disse Berenice. 

    De graça - Depois de ver o filho, Fellipe Gabriel, de 8 anos, ter crises constantes de asma e tomar vários antibióticos, a gerente de administração Daniela Carla do Nascimento, 28 anos, decidiu procurar um homeopata. “Eu estava pagando o tratamento particular, mas fiquei sabendo que o Arlinda Marques oferecia a especialidade, marquei uma consulta, e há seis meses, meu filho vem sendo acompanhado pela doutora Berenice. Antes da homeopatia, Gabriel se internava uma vez por mês. Os remédios não estavam surtindo efeito e os médicos queriam que ele começasse a tomar  vacinas. Hoje, não preciso mais sair correndo para o hospital no meio da noite.”, comentou.


    Gabriela Santos, de 4 anos, tem tosse alérgica e desde que nasceu, tomava antibióticos com frequência. Há um mês, a mãe da menina decidiu levá-la ao ambulatório do Arlinda para uma consulta com a médica homeopata. “Toda vez que minha filha tinha uma crise, o médico passava um antibiótico, que resolvia o problema naquele momento, mas depois, voltava. Ela ficou com os dentes amarelados de tanto antibiótico que tomou. Essa já é a segunda consulta que ela faz com a homeopata e já sinto uma mudança”, disse Ana Paula Mendonça, 19 anos. 

    Problemas mais comuns - Segundo a médica Berenice Ramos, os problemas respiratórios, incluindo as alergias, estão em primeiro lugar na lista das doenças que acometem os pacientes que procuram atendimento com ela. Os problemas de pele e digestivos vêm em seguida.

    Os três filhos da babá Ana Cristina Frazão, 22 anos, têm problemas alérgicos e são tratados somente com medicamentos homeopáticos. “Comecei com os dois mais velhos, que têm 4 e 2 anos de idade. Eles têm alergia a sabão em pó e a picadas de insetos e eu percebia que os outros remédios (alopáticos) resolviam o problema por uns dias, mas depois a alergia aparecia de novo. Minha patroa me falou sobre a homeopatia e decidi marcar consulta para eles”, disse.

    Ela gostou tanto dos resultados, que decidiu procurar atendimento também para a filha mais nova, de 11 meses de idade, quando a menina começou a apresentar os mesmos sintomas dos irmãos. “Estou trazendo ela hoje pela primeira vez porque tenho muita fé na homeopatia”, afirmou.

    Medicamentos – Os medicamentos homeopáticos são feitos à base de plantas, minerais, vegetais e substâncias corpóreas, que são diluídos em água e álcool. Eles se apresentam em forma de líquido e glóbulos (pequenas bolinhas). A médica Berenice Ramos explica que os remédios não têm bula porque são feitos para tratar a pessoa e não a doença. “O medicamento é elaborado de acordo com o perfil do paciente, por isso, não existe um remédio específico para cada doença, mas vários tipos”, disse.

    Outras especialidades – O ambulatório do Complexo de Pediatria Arlinda Marques funciona de segunda à sexta-feira, das 7h às 19h, oferecendo consultas nas áreas de clínica médica, neurologia, ginecologia, psiquiatria, dermatologia, ortopedia, cardiologia, endocrinologia, homeopatia, pneumologia e alergologia. As consultas são marcadas pelas centrais de regulação dos municípios. Cada médico atende, em média, 32 pacientes por dia.

    Isabele Karine, de um 1,8 meses, sofre de hipotireoidismo. O problema foi detectado pelo teste do pezinho e, desde então, a menina é acompanhada por um endocrinologista no ambulatório. “Trago ela uma vez por mês para fazer a consulta e o exame de sangue. Aqui, minha filha recebe toda a assistência que precisa, desde que nasceu”, disse a dona-de-casa Maria da Penha de Lima, 36 anos, do bairro José Américo, na Capital.

    Nilwenderson Correia, de 6 meses de idade, tem o mesmo problema e, há um mês, começou a ser acompanhado no ambulatório. Ele mora em Cabedelo com os pais, Maria Claudiane Correia, 19 anos, e Leonardo Lima, 22 anos. “Em Cabedelo não tem endocrinologista que atenda pelo SUS, por isso, a Secretaria de Saúde do município nos encaminhou para cá. A gente não tinha idéia do que era essa doença, mas na primeira consulta, o médico nos explicou tudo direitinho”, disse Claudiane.

    Triagem – Além dos médicos especialistas, o ambulatório conta com 15 pediatras que realizam o atendimento clínico dos pacientes que não têm consultas agendadas e, quando necessário, fazem o encaminhamento para um especialista. “Essa triagem é necessária porque, muitas vezes, o problema é resolvido pelo próprio pediatra. Na verdade, estamos fazendo o que deveria ser feito pelas unidades básicas de saúde da família. As mães que não conseguem atendimento nas unidades básicas de saúde dos seus bairros acabam vindo para cá”, explicou Conceição Gondim, coordenadora do ambulatório.

    É o caso da estudante Ana Patrícia Santos, 20 anos, mãe de Jean Vitor, de 10 meses de idade. “Moro no bairro do Cristo, mas todas as vezes que o meu filho adoece, venho para cá, porque quando procuro os postos de saúde, nunca tem médico. Além disso, o atendimento daqui é muito bom”, disse.

    O ambulatório também oferece o acompanhamento das crianças que têm o teste do pezinho positivo para alguma doença; teste alérgico, assistência social, acompanhamento nutricional, psicológico, odontológico e atendimento de fisioterapia e fonoaudiologia. O ambulatório possui ainda uma sala para a aplicação das vacinas de rotina e o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie), que oferece vacinas para pacientes com imunodeficiências congênitas ou adquiridas.

    Assessoria de Imprensa da SES-PB

     

 

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